A prova mais tradicional do automobilismo mundial – as 24 Horas de Le Mans – transformou em regra uma filosofia que transita no ideário de seus organizadores desde o ano de 1959, ano em que a competição tomou conta das ruas desta cidade francesa. Ela passam também a fazer parte dos regulamentos que controlam a Le Mans Series em LM P1, Campeonato Endurance FIA World e da American Le Mans Series.
O controle da eficiência térmica dos carros que participam nas Le Mans 24 Horas vem se destacando a cada ano e passou a ser uma questão avaliada de como cobrir a maior distância em 24 horas usando o mínimo de combustível possível (energia gasta / número de quilômetros percorridos). Ainda não interfere no resultado da prova, ou seja, ainda vence quem chega em primeiro, mas já existe uma classificação paralela, que é chamada de Michelin Green X Challenge, cujo vencedor nas 24 Horas garante a presença na corrida do ano seguinte.
No regulamento deste ano existe metas definidas de redução de consumo de combustíveis fósseis, valorizando a utilização dos sistemas de recuperação de energia que também, neste ano, tem seu rendimento ampliado em quatro vezes na potência de energia gerada enquanto o índice de economia atinge até 30% em relação aos consumos mensurados nas etapas normais do campeonato.
O nível de desempenho dos carros está preservado, com liberações de preparação que auxiliam na redução de custos e mantém a performance dos veículos sem a necessidade dos pilotos terem de gerenciar uma estratégia para controlar o consumo de combustível. O que mais importa é que as soluções geradas pelas equipes privadas e montadoras envolvidas na competição devem ser base de alternativas a serem implantadas nos veículos de produção normal.
Os consumos atuais, especialmente nesta etapa de 2014 da 24 Horas de Le Mans, terão um monitoramento através de medidores de fluxo de combustível homologados, permitindo definir estratégias de reduções de consumo com total domínio de seus efeitos. Também as outras fontes de energia, hidrogênio, 100% elétrico estão senod estimulados a desenvolver protótipos e participarem na competição.
Os sistemas de recuperação de energia, no caso específico da prova na cidade de Le Mans está definido em cinco categorias de liberação de energia, variando de 0MJ a 8MJ (megajoules). Os sistemas são de construção livre desde que possam ser medidos.
Seis pontos são destaque nos rumos que a categoria está tomando:
No caso das equipes privadas as alterações são:
Estas alterações não foram decididos no ano passado, elas vem sendo discutidas pelo board da categoria desde 2010 e só agora se transformaram em itens do regulamento. O que está claro é que, competições de resistência, onde o interesse e a exposição das montadoras mundiais é grande, só está espelhando a preocupação mundial – percorrer o máximo da distância com o mínimo consumo de energia.